Resenha: Grey e Cinquenta Tons de Cinza – E. L. James – Editora Intrínseca

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Olá! 😀
Resolvi dar um intervalo em After. (Por favor, eu mereço!)

Hoje venho falar de Grey… Mas também sobre Cinquenta Tons de Cinza, o que dá quase (ou realmente dá) na mesma, escrito por E. L. James, publicado pela editora Intrínseca.

Eu já havia lido toda a trilogia, mas nunca pensei em resenhar sobre ela até começar a fazer resenhas de outros livros. E quando comecei a ler Grey, decidi reler Cinquenta Tons de Cinza ao mesmo tempo, comparando as visões de Anastácia com as de Christian.

Preciso dizer que realmente me diverti lendo Grey. O bonitão dá toda a pinta de que é poderoso, intocável e sério, mas na verdade é bem sarcástico. E esse seu sarcasmo me rendeu vários risos, principalmente lendo os dois livros simultaneamente.

Você, talvez, pode estar achando estranho.
“Como pode rir de um livro que mostra Sadomasoquismo e sexo forte?”

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Mas, a bem da verdade, é que já li livros com cunho sexual muito mais fortes que Cinquenta Tons de Cinza e Grey. E a parte sadomasoquista mostrada ali não chega perto do que pessoas que curtem esse tipo de coisa praticam. O descrito por E. L. James foi apenas uma introdução. E não vejo essa trilogia como perdição, coisa de virgem ou pornô para mamães, como ficou mundialmente conhecida graças aos que nunca leram o livro, mas gostam de falar sobre algo que não sabem.

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Ele é SIM um romance. Está aí para quem quiser ler. Mas me parece que muitos gostam de ver apenas a parte que julgam podre de Christian e sonsa de Ana. Por isso, nessa resenha venho revelar algumas coisas.

1º: ANA NÃO É SUBMISSA

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Não digo isso porque ela foi ‘encontrada virgem’ ou pela sua inocência sobre o mundo BDSM (acrônimo para a expressão Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo, em inglês). Mas sim porque ela é independente, sabe o que quer e o que sente. Ela apenas quis experimentar o desconhecido por ter se apaixonado por Grey e soube que essa era maneira de tê-lo por perto. É pecado querer agradar? Quantas vezes você já não fez algo que não lhe agradava por causa de seu/sua parceiro(a) só para vê-lo(a) feliz? Pois é, Ana fez o mesmo.
E neste trecho do livro, vê-se bem isso.

“Será que sou submissa? Vai ver que dou essa impressão. Vai ver que o induzi a essa conclusão equivocada na entrevista. Sou tímida, sim… mas submissa?”

É exatamente aí que Ana prova que não é submissa. Se fosse, não questionaria, simplesmente aceitaria. Já ela argumenta e toca em pontos que uma submissa não o faria.
2º: GREY DESDE O PRINCÍPIO FOI DOMINADO POR ANA

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Sim! Pasmem com isso!
Não digo dominação no fato do BDSM, mas sim do seu interior; do coração que ele julgou não ter assim que a conheceu no escritório. Nem ele mesmo sabia que poderia sentir-se vivo daquela maneira. Ele não sabia que poderia amar alguém devido seu histórico difícil de vida.

Grey me vez rir, mas também me fez sentir compaixão. A infância do grande magnata foi terrível. Presenciar tudo o que presenciou com apenas 4 anos foi um choque terrível, e acho que seria para  qualquer um de nós. Nunca se sentiu digno de ser amado porque não foi isso o que aprendeu na primeira infância. Não presenciou carinho, mas chutes, socos, palavras rudes, fome e opressão. Vivia sujo e, pior que isso, se sentia sujo. Nada poderia lavar essa sensação de impureza… Não até ele se apaixonar por Ana e sentir que ela era o bálsamo que necessitava para lavar seu interior tão sujo.
As experiências sadomasoquistas que teve com Mrs Robinson faziam com que Grey se sentisse aliviado, e isso para muitos foi descrito como abominável, assim como para Anastácia. O que muitos não entendem é que Christian se sentia tão mal, tão sujo e tão desprezível pelo que havia passado que, mesmo depois de ser adotado e amado pelos Grey, não foi o suficiente para que o amargo do passado acabasse. Ele se sentia só em sua imundície. Só entre milhões de pessoas, até Ana aparecer e se mostrar a luz que precisava, mesmo negando o quanto estava apaixonado, mesmo negando ter um coração.

Ana teve uma vida diferente de Grey, não passou pelas dificuldades, mas perdeu o pai prematuramente
e se sente uma desajustada. Conviveu com a mãe passando por vários casamentos até encontrar Bob, o numero 4 e definitivo… Pelo menos até o fim da trilogia 😛
É uma garota com amor à literatura e aos romances. Sua mãe é uma romântica incurável e Ana sente o mesmo, desejou isso para ela também; não com o mesmo numero de casamentos da mãe. Quando conheceu o homem dos olhos cinzentos descobriu-se apaixonada pela primeira vez e viu tudo jogar contra esse sentimento: A riqueza de Grey, a beleza, o status social… Tudo dele era nada dela. Não tinha ideia que o laçara como ninguém foi capaz.
Ela descobre aos poucos os pontos sensíveis do magnata e deseja saber mais a fundo. Mas o que mais deseja é tocá-lo; algo simples, mas tratado como limite rígido para o homem. Isso é o que mais a entristece e o que mais me fascinou no livro. Ela querer o simples enquanto ele lhe mostrava o complicado, mas bem lá no fundo queria tanto o simples como ela. Esse era o “Mais”.

Ele achava que precisava impor limites. Ela não os queria ter. Ele necessitava da punição. Ela ansiava por um carinho. Ele propôs um acordo redigido em contrato. Ela questionou todas as cláusulas, mesmo sabendo que não desejava o homem dominador, e sim aquele que estava por trás da máscara séria preso em sua Torre de Marfim.
Ela queria contato, queria o “Mais” de coração. Ele queria o “Mais” de punição, e não era uma punição necessariamente dela por ter feito algo. Pelo que pude entender na leitura era uma punição dele, para ele se sentir vingado pelo que vivera, para exorcizar seus fantasmas… Para se sentir livre.
Mas essa liberdade lhe custou um amor. Um amor que não sabia que podia sentir, que achava não ter direito, mas tinha. Era seu e sempre foi. E quer voltar para os braços daquela que o livra dos seus pesadelos, que é seu paraíso, sua Ana.

Essa parte define um pouco os pensamentos de Christian quanto a punições.

 

“- Por que precisa me controlar?
– Porque isso satisfaz uma necessidade minha que não foi satisfeita em meus anos de formação.
– Então é uma forma de terapia?
– Nunca pensei nisso dessa maneira, mas sim, acho que sim.”

 

Isso é essencial para se entender o motivo de tudo e achei falho não conter essa parte no filme, pois abriu a brecha para aqueles que não leram o livro de julgar Christian sem saber o que se passa. É a chave para compreender Grey e todas as suas ‘esquisitices’.

Marquei muitas, muitas partes em ambos os livros. Em alguns dos que escolhi publicar aqui, coloquei meu ponto de vista.

CINQUENTA TONS DE CINZA

“- Essa citação, Tess diz essas palavras para sua mãe depois que Alec d’Urberville
tira a virgindade dela.
– Eu sei – reflete Kate – O que ele esta tentando dizer?
– Não sei e nem quero saber, Não posso aceitar esses livros. Vou devolver com outra citação
desconcertante de alguma outra parte obscura do livro.
– O trecho em que Angel Clare diz; Vá para puta que pariu? – Pergunta Kate com uma expressão
totalmente impassível.
– É, esse trecho.”

“- Venha, quero mostrar meu quarto de jogos.
– Quer jogar Xbox?”

“Devia ser proibido por lei alguém ser tão bonito assim. Penso no quarto lá em cima… Talvez ele
não ande dentro da lei,mesmo.”

“O único homem por quem já senti atração, e ele vem com o raio de um contrato, um açoite, e um
mundo inteiro de problemas.”

” – Desliga você – sussurro.
Finalmente, noto o sorriso dele.
– Não, desliga você.
E sei que ele abriu um sorriso.”
Só eu acho isso de “Desliga você” broxante? ¬¬’

“… Minha deusa interior suspira aliviada. Chego a conclusão de que ela raramente usa o cérebro para pensar, usa antes outra parte de sua anatomia…”
Já sabia disso. Tanto que muitas vezes tive vontade de amarrar essa deusa interior e chicoteá-la…
De raiva. Muitas vezes ela me faz ter vergonha alheia.

“- Eu sou muito intenso?
Caio na gargalhada.
– Bota intenso nisso!…
– Está rindo de mim, Srta. Steele?
– Eu não me atreveria, Sr. Grey – respondo me fazendo de séria.
– Acho que se atreveria, e acho que ri de mim com frequência.
– Você é bem engraçado.
– Engraçado?
– Ah, é.
– Engraçado estranho ou engraçado rá-rá-rá?”
Se eu fosse Ana, diria que seria um engraçado estranho, mas que me faz dar muito rá-rá-rá.

“- Desembucha, Grey.
Bocejo.
– Srta. Steele, você sabe como acabar com um clima.
– A gente fez um acordo.
– Como está se sentindo.
– Enganada.”
Essa foi uma das partes que mais ri e mais senti falta no filme. Quem leu o livro sabe do que
estou dizendo.

“- Os homens são muito complicados, Ana. São criaturas muito simples e literais. Normalmente o
que eles falam é o que pensam mesmo. E a gente passa horas tentando analisar o que falaram, quando está na cara.”
Será mesmo assim? Homens, confirmam ou não?

GREY

“Paz? Não tenho paz desde que a Srta. Steele caiu na minha sala.”

“- Hum… nós gostaríamos de combinar a sessão de fotos para o artigo.
Amanhã se possível. Onde seria conveniente para o senhor?
No meu quarto. Só eu, você e as braçadeiras.”

“Não vou a encontros… Só se for com ela.”

“Quero que ela seja minha, mas justamente neste momento… Sou dela.”

“Aceito as condições, Angel. porque você sabe melhor que ninguém qual deveria ser meu castigo;
apenas – apenas – não o torne maior do que poso suportar!”
Amo argumentos literários! ❤

“- Você tem que fazer isso?
– Tenho.
– Por quê?
Você não quer mesmo saber.

“-Por que não gosta de ser tocado?
-Porque sou 50 vezes fodido, de 50 maneiras, 50 tons diferentes, Anastasia”

” – Ainda está em Portland?
– Sim. Mas vou embora daqui a pouco.
– Estarei aí mais tarde. Vou ajudar as garotas com a mudança. Pena que você não pode ficar. Seria nosso primeiro ENCONTRO DUPLO desde que Ana tirou sua virgindade.
– Vá se foder. Vou buscar Mia.
– Preciso de detalhes, irmão. Kate não me conta nada.
– Ótimo. Vá se foder. De novo.”
Melhor conversa entre Grey e seu irmão!

“É como estar com saudade de casa e já ter voltado para lá, tudo ao mesmo tempo… e é apavorante.”

“É muito difícil crescer numa família perfeita quando você não é perfeito.”

Acho que por aí já se pode entender os questionamentos de Grey e a vontade de Ana de querer ajudá-lo. Quer dizer, se você realmente quis entender a história e não mergulhou demais no sexo, sado e etc., pois se escolheu essa opção vai ser difícil ver qualquer outra coisa na história que não seja sexo e açoitamento.

O dois livros custam entre R$ 16,00 e R$ 40,00. Mas fiquem ligados nas promoções de sites como Submarino ou mesmo conseguir trocar o seu no Skoob.

É isso!
Logo volto com mais uma resenha!
Bjs!
:*

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