Resenha: Uma História de Amor e TOC – Core Ann Haydu – Editora Galera Record

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Olá, pessoas!

Venho aqui para falar de um livro que achei muito fofo e ao mesmo tempo… Como posso dizer? Muito instrutivo? É, talvez seja essa a palavra: Instrutivo.
Se chama Uma História de Amor e TOC da autora Corey Ann Haydu e publicado pela editora Galera Record. Eu nunca tinha ouvido falar dela, mas havia ouvido muito falar (e ainda ouço) sobre T.O.C. (Transtorno Obsessivo Compulsivo).

A história é narrada por Bea, uma garota de 16 anos que tem, mas que não admite, TOC. Ela acaba conhecendo um garoto chamado Beck em uma festa, porém, de uma maneira bem inusitada: Às escuras. E quando digo às escuras, não estou dizendo que era um encontro às cegas, mas sim que acabou a luz no ginásio no qual estava acontecendo a festa. Curioso, não é?

E sabe o que é mais curioso do que conhecer uma pessoa dessa maneira? É conhecê-la por ter sentido que esta estava tendo um ataque de pânico. Você deve estar se perguntando “Como ela sabia disso se tudo estava escuro?” A respiração agitada do garoto perto dela o entregou, e quem já teve crises como essa ou tem consciência do que seja, sabe identificar de olhos fechados.
Durante esse tempo em que tudo fica às escuras, Bea tenta fazer com que Beck fique calmo e acaba deixando escapar suas verdades uma atrás da outra, o que aparentemente faz com que o garoto se distraia do ataque de pânico. Mas quando uma onda forte ameaça voltar, ela decide amenizar os sintomas de outra maneira: Ela o beija. Sim, beija um estranho com ataque de pânico no escuro. Realmente Bea é uma garota muito peculiar.

Entre algumas outras coisas que acontecem com a garota, sua terapeuta decide que seria melhor se Bea, além de ter as consultas individuais, fizesse terapia em grupo. Mesmo contrariada a isso, ela vai. E como uma ironia do destino, Beck é uma das pessoas que fazem parte do seu grupo.
O amor que vai surgindo desses dois, o modo como eles tentam se ajudar me deixou totalmente encantada. O companheirismo entre eles, apesar dos pesares, me tocou.

* SE NÃO QUISER LER SPOILERS, POR FAVOR PARE POR AQUI! INDICAREI A PARTE PARA LER SEM QUE ISSO ACONTEÇA, OK?! 😉 *

Como nesta parte:

“— Sei como isso é nojento. Como eu… sou nojento.
— Sério. Eu entendo. Quer dizer, sou como você. Exceto pelo corpo sarado. Mas você sabe, isso não é estranho para mim.
— Mas você não fica assim — retruca Beck. — Não de verdade. Você não tem hábitos asquerosos. Não é como o resto de nós. Eu não achava que era como as outras pessoas no grupo, mas olhe para mim. Eu sou.”



Preciso dizer sobre essas partes:

 

Quando em um dado momento é citado Foo Fighters e Bea diz:

“Já ouvi falar do Foo Fighters antes, eu acho…”

 

Pensei:

“MENINA, EM QUE PLANETA VOCÊ VIVE QUE NÃO OUVIU ESSA BANDA???”

Mas daí me lembrei que tenho quase 30 anos e que Foo Fighters é da minha época de adolescência. Ou seja, algum adolescente de hoje saber sobre eles é tipo pessoas da minha idade se lembrarem de New Kids On The Block cantando Step By Step ou de Menudo cantando Não Se Reprima.

 

Quando ela fala da “elegância do longo filó” pensei:

“Eu cantava quando criança que ‘A barata diz que tem 7 saias de filó’ e agora que li isso, percebo que nunca soube o que é uma saia de filó… Triste!” É algo em que o senhor Google vai me ajudar depois.

 

*PARA VOCÊ QUE PULOU OS SPOILERS, PODE LER A PARTIR DAQUI =D*

 

Não vou entrar mais na história, senão acabo dando mais spoiles e sei que isso pode ser beeeem chato. Tá certo que resenhei outros livros aqui e dei spoiler, mas este livro é diferente.

Este é um livro que eu recomendo mesmo! Gostei muito de cada detalhe dele porque nos ajuda a entender como pessoas que tem esse tipo de problema como TOC podem se comportar. É legal lembrar que cada caso é um caso e este livro realmente trata isso, pois vemos como cada um dos personagens destacados tenta lidar com o seu transtorno, como as pessoas em volta reagem e como a terapeuta tenta lidar com seus pacientes.
Tenho certeza que esse livro vai lhe dar muitas sensações, se você realmente se entregar a leitura: Compaixão, carinho, melancolia… E também vai te dar o que pensar em como tratar pessoas que tenham TOC.

Já vi muitas pessoas dizerem que quem tem TOC é louco, tentarem se afastar e afastar os outros de quem tem esse problema. Se você for desse grupo, reforço minha indicação de leitura. Tenho certeza que vendo como pessoas assim se sentem por tê-lo vai te fazer pensar 2 vezes em tratá-los como aberrações.

Pessoas com TOC também tem sentimentos, choram e não gostam nada dessas manias que lhe invadem a mente. Não fazem isso porque querem ou para se aparecer; elas o fazem porque não tem total controle sobre o que sentem e como agem; o fazem para, quem sabe assim, conseguir ter o controle sobre si mesmas que tanto necessitam. Quando se está numa crise grande de ansiedade se determina coisas que para muitos parecem absurdas, mas para quem está sofrendo é necessário fazê-las. Uma frase que é muitas vezes citada no livro quando falam sobre suas crises é “Não é nada bonito”. E realmente ter/ver não é mesmo nada bonito.

 

Entre outras frases que marquei, estão:

“É engraçado como meus nervos funcionam: pulsando num minuto e recuando no seguinte, me deixando totalmente exausta.”

“Sou assim, às vezes. Um pouco estranha. Ou, como gosto de pensar, peculiar. Estranha e peculiar.”

“Sei que é um pouco estranho, mas eles são um livro que não quero parar de ler.”

“Não é um sonho, e ainda estou aqui, embora apenas um pouco de mim de fato esteja.”

“Entro sob os lençóis. É um casulo perfeito no qual tenho trabalhado há meses.”

“Ele é mais parecido comigo: em algum lugar entre estragado e inteiro. Não exatamente desesperado, mas preso em um ciclo do qual não consegue sair.”

“Ele é muita coisa para assimilar de uma só vez.”

“Essa é a questão sobre a ansiedade: é uma verdadeira sugadora de tempo.”

“… Há algo muito atraente em um cara sexy e musculoso ficando completamente vulnerável. A mesma sensação de mulheres acharem sexy quando homens brincam com filhotes ou bebês.”

“As pessoas são tão ferradas. Todos nós, quero dizer. Somos todos tão ferrados.”

“… E quando estou chateada com uma coisa meio que fico chateada com tudo, sabe?”

“Na tentativa de não me lembrar de nada, me lembro de tudo”

“… Ela tem a vantagem de estar do lado da sanidade, e eu pareço ter um pé fora da fronteira em Loucaville.”

“Há alguma coisa em chamar a atenção para as coisas boas que as pessoas fazem que as deixam desconfortáveis.”

“É engraçado como agir feito um adulto faz eu me sentir mais criança.”

“A esperança de me perder nele por mais alguns instantes. A esperança de me perder em absolutamente nada.”

“Ele é impenetrável e assustado com a mesma intensidade. É a dose perfeita de fodido.”

“… Há um calor vindo dele contra o qual tenho que me pressionar. Tenho sentido frio há muito tempo, e posso enfim me aquecer.”

“Tortura: saber que alguma coisa não faz sentido, fazê-la de qualquer maneira.”

“Fecho os olhos e peço para parar de ter TOC para que possa ser uma amiga decente de novo. Se desejar com vontade o bastante, tenho esperanças de que se torne realidade.”

“… Namorar Beck é meio assim. Estamos jogando a mais longa, mais cansativa versão de Batatinha Frita Um, Dois, Três da história.”

“Notei isso nas pessoas: beber lhes dá permissão para ser a pessoa que sempre quiseram ser, em vez de a pessoa que realmente são.”

“Se os seres humanos são imprevisíveis, em geral, são totalmente loucos quando se apaixonam.”

“Podemos ser loucos, mas existe uma lógica por trás até mesmo das coisas mais loucas que fazemos.”

“Então estamos em pé de igualdade e podemos ser loucos juntos”

 

Pelo que pesquisei, o livro custa entre R$ 25,00 a R$ 38,00. Mas fiquem ligados no Skoob (Para quem não conhece, é uma rede social para quem curte livros. Eu amo!). Muitas vezes as pessoas trocam livros por lá.
Espero que tenham gostado da resenha. Comentem com críticas ou sugestões, se puderem, por favor.
Beijos e até mais!
;*

 

Frase do dia: “Sentimentos são como cobertores, cobrindo você para que não consiga ver com clareza. Ou como labirintos nos quais pode facilmente se perder. Estou com medo de me perder.” – Uma História de Amor e TOC.

 

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